Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

EXPLICAÇÕES

PORTUGUÊS / LATIM / GREGO

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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Alma do Gozo

A destreza do tempo nos absorve
Minha alma perdia no tempo,
Catapultei meu destino ao vento,
Desprezando a realidade que me envolve.

Vida surdina será pura chacina.
Vento leva-a e mergulha na solidão,
Minha alma acabas de sangrar maldição,
Era minha e agora vejo o quanto te fascina.

Perdido estou desde que o tempo a levou
Valorizo-a agora que o vento a encarnou,
Arrependimento é agora mágoa sadia,
Frustração da responsabilidade perdida.

O Tempo agora apaziguou o vento
O seu ar irónico é meu repulso sentimento,
Seu divertimento é agora minha alma órfã,
Meu destino é alvo de soberana troça.



Luís Carlos Gonçalves Costa (21/12/2009 17:15)

Auto-Estima Corroída

Espero e desespero cansado da vida
Desassossegos de uma chegada tardia,
Não era este o rumo, é mísero…
É sombra que morde o que eu crio.

Sol que nasce para seres altivos
Apenas eu estou cativo de mal sombrio,
Castiga-me e tira-me a emancipação!
Sou ninguém e nada em plena conspiração,
Atrás de mim só existe abismos apelativos.

Causo dor naquilo que me transforma
Inato, factual, submisso a mim mesmo,
Meu gume de sofrimento é preciso,
Minha dor é um constante aviso,
Prenúncio agonizante da condição humana.

Saltam à vista feridas que ardem
Um fogo destrutivo que procura roupagem,
Eu me ofereço, rendido ao silêncio,
Procurando morrer na certeza que venço.


Luís Carlos Gonçalves Costa (21/12/2009 15:30)

Morrer para Amar

Amor é uma saudade constante
Criado no recato frustrante,
Apogeu de formas e sombras,
Sentimento brotando nas entranhas.

Voltarei a sentir-te ao nascer
Anseio morrer constantemente,
Tua alma suga minha mente,
Meu coração morre sem sofrer.

Perco os sentidos num sopro
Medito percorrendo teu corpo.
Tua voz é matéria universal
Meu amor, sentimento imortal.

Sou composição de um só elemento
Amor, tudo o resto e tristeza.
Serei inconformado por natureza
Vivendo e amando o momento.



Luís Carlos Gonçalves Costa (20/12/2009 21:00)

Domingo, 20 de Dezembro de 2009

O homem Invisível

Olho para onde deveria reinar a vida
Apercebo-me que o mundo é medonho,
Imagem decadente da Terra que outrora fora livre,
Enlouqueço num cenário sufocante no qual sonho morrer.
Armadilha que nos envolve, fascina e mata com uma crueldade tenebrosa,
Levarei comigo esta armadilha para que nunca mais volte,
Não merecendo permanecer no plano da justa existência.
Sugam-me com tal cinismo, não suporto ser um refém,
Sugerem que olhe, mas não sugerem que pense,
É estas a realidade, nauseabunda e mórbida.
Porque olho e não te vejo, mas sei que existes!
O que vejo é tudo menos o que deveria ser.
Assusto-me por te deixarem ficar em cativeiro perante a vida,
Sempre foste a minha alma, a criação do Eu homem
A ligação com a plenitude da perfeita efemeridade.
Eles tentam te imitar mas eu entro em paranóia,
Desejava ser mudo e surdo para me poder recolher,
A visão controla o meu mísero corpo inútil,
Necessito que me largue para ver o que tanto este inferno me esconde.
Finalmente vejo este purgatório que tão mal é empregue,
Rezo por todos vocês, mas a condenação é inevitável,
Pecaram com toda a ingenuidade sobre os demais filhos da Terra.
Os outros começaram a pintar finalmente o seu caminho
Vocês sabiam que o mal estava aqui e ninguém lhes pediu socorro,
Agora sois obrigados a partir sobre a ordem de uma última solução.
Enquanto era tempo fizeram da voz arma de arremesso,
Que ganharam vocês em colocar esses homens e mulheres invisíveis no chão?
Agora essas larvas são borboletas e vocês simples marionetas,
Comandados pela desilusão de uma vida mesquinha.
É a vez daqueles que vocês julgavam estarem intoxicados se purificarem,
Conhecer o palco que vocês representavam com enorme cinismo,
Agora vejo os outros actores da realidade minuciosa.
Ganharam a luta por serem pequenos, por terem somente deveres,
Os direitos foram esquecidos por vocês egoístas,
O sopro da Terra humanizasse e o inferno aterrorizasse,
Agora vejo que o homem sempre existiu mas nunca lhe deram voz,
Agora ele grita por todos os desejos no corpo,
Sei finalmente que a vida morrerá com os demais anjos da Terra.

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Cérebro

Não há solução para tal movimentação
Floresço ao som de sinais invisíveis,
Por este mistério de pormenores sensíveis,
Sou Eu e evoluo perante uma tal subordinação.

Marionetas de uma ciência corporal
Cativo de movimentos aleatórios,
Complexos mas simplesmente preparatórios,
Para uma vida manifestamente sensorial.

Estou no comando de um destino
Ele me impede de libertar,
Sozinho seria um enorme caminho.

Comandas toda a minha vida
Morreria se não fosses a minha união,
Cérebro, foges e perdido estaria à partida.

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Compromisso com o Futuro

A efémera proveitosa vida
É ser simpático para quem vacila,
Tropeças nos passeios da avenida,
De Agente passas inconscientemente a vigia.

Gratificante não é apenas sentir o saber,
Mas sim viver e com a mesma saber conviver.
Sinto o meu coração e a minha alma a arder,
Sabendo que as peripécias consegues vencer.

Se a tua voz me impedisse de sonhar
Me tornaria um diletante ansioso por criar,
Alguém comum, vulgar
A quem o destino decidira castigar.

É esta a mentira que comandamos,
Este pensamento ingrato que guardamos!
Neste mundo onde perdidos estamos,
Na terra em que o outro subornamos
É nesse lapso de choro que nos lamentamos.

Se as rosas choram o teu passado
O futuro que lhes é próximo de fácil sorriso se forma.
Pétalas sofridas caídas de desilusões,
Chão endurecido vê chegar os verões
E com eles brotem esses novos corações.

Caminho da Esperança

Vives no fio da navalha,
Insegura batalha após batalha,
Peripécias deste mundo injusto,
Será viver nesta vida justo?

Terá o ser culpa da sua incapacidade
Da modéstia à sua imparcialidade,
Da justiça à desigualdade.
Porque pagarão eles por tal passividade?

Sinto que o fim está a chegar
Olho para ti e vejo a salvação,
Um olhar que me deveria aterrorizar
É tão translúcido como toda uma solução.

Sonha mais alto porque caminhar é plano
Omite os passos que dás em lugar estranho.
Sem vida chegarás onde jamais ninguém entrou,
Saberás que o ser foi a obra que Deus emanou.

Chegará a hora em que dominaremos
Neste caminho que jurou recriar-se.
Pelas pedras que por ti exaltam
Pelo mundo que procuras encanto,
Caminharemos fazendo ouvir este canto.

Domingo, 30 de Novembro de 2008

A Poesia do Tudo que é Nada…

Viver poesia é estar a par da sociedade, perfumar os caminhos minuciosamente tortuosos e comungar o saber dos demais pintores de sonhos cavalgantes da história. O seu lado obscuro é tão belo ou mais que o seu lado puro e banal. Viver poesia é sugar a cada verso o néctar das maiores divindades, calcar as calçadas revestidas de segredos, estar no auge do que é credível. Metaforicamente se vive, metaforicamente sonhamos, metaforicamente somos compreendidos, metaforicamente somos poetas. É o segredo de estar ou não estar acordado, escolher o caminho ou deixar-se caminhar, devemos escolher a nossa própria avenida e reconstruir os sonhos partilhados pelos moldes de seres comuns e inconscientes. Serás mais ser se souberes ser o oposto dos seres e acreditar no teu ser, trauteando as pinturas abstractas da realidade. Esse mundo para quem te abstrais, cai no esquecimento dos demais, vontade essa amarga comum nos mortais, ser imortal é ser o tudo e ser o nada incansavelmente criando esboços e rodopiando num simples e raro gesto. Criar é viver, viver é sonhar, sonhar é criar e na realidade, conscientemente acreditar, o maior castigo é não conseguires defender o teu próprio Eu das investidas inerentes do destino. Serás tu quem tudo procura e nada vê para além do nada? Serás ou não serás afinal tu que vives? Não terá sido a mera obrigação que te lançou ao mundo? Sonhar, sonhar, sonhar é viver limitado do que realmente é o teu dever, sonha mas caminhando e construindo a tua realidade.

O Nada do Poeta é a Imagem do Tudo!

O Tudo que figura massas
Atenua o Nada que o ser desvia
Sangue de um coração odioso
Viveiro de prazeres por sinal pantanoso.

Torna o sonho capaz de viver
Une a razão minuciosa ao prazer
Dança o som das estantes consciências
Omnipresentes estados emocionais fatais.

Entranha a realidade pela calada.

Nada somos para além de nihilistas.
Almas estonteantes de fervorosos delírios
Diletantes poetas da realidade efémera.
Amantes dos sonhos habitados nas sombras.

O Nada que dilatam as vontades audazes
Chaves que abrem cofres capazes
Capazes seres, de sonhar tudo e nada sofrer
Sonhos, esses endurecidos pelo Tudo que é Nada.

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Alguém de quem gosto muito, esta foi a dedicatória que fiz à minha Madrinha de curso..!!! :)

Filipa…Filipa…Filipa…
És uma mulher revestida de valor e ouro,
De Lisboa ao Porto, do sul ao Douro
És claramente um verdadeiro tesouro!

Se a tua voz me impedisse de sonhar
Tornaria-me um diletante ansioso por criar;
Alguém comum, vulgar
A quem o destino decidira castigar.

Gratificante não é apenas sentir o saber,
Mas sim viver e com a mesma saber conviver.
Sinto o meu coração e a minha alma a arder
Sabendo apenas que amigos como tu consegui ter.

Passei a vida a conhecer pessoas,
Suguei amizades e também alguns males.
Venero aqueles que são verdadeiramente Goa’s
Pois a vida ensinou-me a escolher apenas as pessoas boas

A vida ensina as pessoas a escolher…
Sim, o Amor também contém por vezes dor
Mas, se realmente fores o teu verdadeiro ser
Acredita que o mal passará e a vida ganhará outro sabor

Agradeço por sempre estares à minha beira
Sabes ser amiga e conselheira,
De graças e valores estás tu cheia,
Devido a tudo isso te dedico toda esta brincadeira

Minha querida MADRINHA do fundo do coração te peço
Desejo com todas as minhas forças ser o teu Afilhado, Caloiro e Servo
Seja qual for a tua decisão não te esqueço
Pois a vida me concedeu a oportunidade de te conhecer e esse facto aos Deuses agradeço...


Uma pequena mensagem a uma grande amiga minha: Tánia Pinto

Taninha, minha pequena princesinha
Conheci-te estavamos nós na queiminha
Apesar de já não estares sobriazinha
Vi logo que eras muito fofinha e boa miudinha...
...
Se as rosas choram o teu passado
o futuro que lhes é próximo de fácil sorriso se forma,
Pétalas sofridas caídas de desilusões,
chão endurecido vê chegar os verões,
inveja perdida de vidas esquecidas.
...
Hoje felizmente comunico contigo
Espero que me revejas sempre como um grande amigo
Para o bem e o mal podes contar,
Com esta pessoa que inconscientemente acabas-te de encontrar.
Autoria: Luís Costa